Ensino Fundamental 6, 7 e 8 anos Para sacudir o esqueleto!

Seu desafio é montar com os alunos um menu de brincadeiras para serem realizadas no recreio da escola e que envolvam diferentes movimentos e atividades físicas.

Qual é o desafio?

Seu desafio é montar com os alunos um menu de brincadeiras para serem realizadas no recreio da escola e que envolvam diferentes movimentos e atividades físicas.

Qual o produto final desse desafio?

Ao final do percurso, vocês terão um menu de todas as brincadeiras, de acordo com a classificação original, numa tabela como esta:

 

 

 

Para preencher a coluna de avaliação, as crianças terão que brincar de algumas delas.

 

Um jeito de fazer

Comece conversando com seus alunos e alunas sobre as brincadeiras que eles já conhecem, mas peça-lhes que pensem nestas brincadeiras com um certo critério de classificação – brincadeiras de correr, brincadeiras de pular, brincadeiras de dançar, brincadeiras movimentos hábeis, brincadeiras tudo um pouco.

Aproveite a oportunidade para contar a eles ou mostrar-lhes brincadeiras que você conhece de seu tempo de criança e que hoje não são tão conhecidas assim, como jogar pião ou cinco marias, por exemplo.

Para cada brincadeira, façam uma pequena ficha, que mostre, com desenhos ou textos, como a brincadeira se organiza, quais as regras, o espaço necessário, número de participantes, objetos que a brincadeira requer.

Com todas as fichas em mãos, ocupem o pátio da escola e, em grupos, montem um circuito de brincadeiras. As fichas ficam fixas em diferentes espaços do pátio e os grupos de crianças devem circular e realizar cada uma das brincadeiras em seus respectivos espaços.

Quando seus alunos e alunas já conhecerem bem todas as brincadeiras, eles podem começar a apresentá-las para outras crianças da escola, durante o recreio. Podem também fazer uma pesquisa com pais e familiares para descobrir novas brincadeiras e trazê-las para seu acervo, ampliando e enriquecendo o menu.

Por que realizar este desafio?

A vida moderna e suas exigências têm reduzido de forma importante a prática de atividades físicas cotidianas dos adultos, mas especialmente as das crianças. Os espaços de brincar muitas vezes estão reduzidos aos espaços escolares ou às áreas comuns dos prédios. Os grandes grupos de crianças também estão cada vez mais escassos, mas a escola ainda é o lugar onde elas se reúnem, oportunizando estas brincadeiras que, além da atividade física, ensinam muito sobre regras de convívio, o que é justo ou injusto etc.

O que conta ponto?

Este desafio vale, no máximo, 200 pontos que serão distribuídos da seguinte maneira:

  • 50 pela realização;
  • 50 pela qualidade do registro que você fizer;
  • 10 para cada brincadeira incluída no menu de seu grupo, no número máximo de dez brincadeiras, totalizando, no máximo, 100 pontos.

O que será considerado no registro?

  1. Qualidade da informação (explicações detalhadas e suficientes sobre cada etapa do processo)
  2. Qualidade da documentação (fotos, vídeos, guias produzidos, depoimentos das crianças ou membros da família etc)
  3. Sua avaliação (você deve relatar problemas que você tenha encontrado e também aquilo que você considerou bem sucedido, apresentando as razões para os dois casos)
  4. Conexão (como foi que você inseriu o desafio no seu planejamento curricular)
  5. Extrapolação (atividades que você tenha realizado a partir do desafio)

Você já pensou sobre isso?

  1. A vida contemporânea tem reduzido de forma importante as experiências que nos ensinam sobre um determinado tipo de movimentos – aqueles ligados ao equilíbrio, deslocamento e força – em favor de outro tipo – aqueles que envolvem precisão, preensão e coordenação viso-motora. A escola é um dos poucos espaços que ainda pode preservar estas experiências.
  2. A infância é um tempo de aprender e experimentar a potência de nosso corpo. As brincadeiras são uma das formas mais inteligentes de se fazer isso, uma vez que requerem uma variedade quase infinita de movimentos e deslocamentos.
  3. A atividade física é essencial para o crescimento que ocorre na infância, assim como a alimentação e o sono.