Nutrir nas Escolas A história da escola que não conseguia ficar parada

No ano passado, toda segunda-feira à tarde, crianças do 1º ao 4º ano, professores e pais se reuniam na EMEF José Bonifácio (São Paulo-SP) para caminharem juntos no entorno da escola por 15 minutos. Era um momento em que todos podiam interagir, conversar, prestar atenção nos lugares em que passavam e, é claro, se movimentar. A iniciativa veio do professor de Educação Física Edson Rodrigues, que elaborou a atividade para o desafio do Nutrir nas Escolas Corpos em Movimento. O desafio fez com que os professores explorassem mais o movimento em suas aulas e com que os alunos observassem e discutissem sobre o que há na vizinhança da escola.

Edson explica que sempre achou importante que os alunos ultrapassassem os muros da escola e conhecessem o que há em seu entorno. Para colocar essa ideia em prática, ele conquistou o apoio da direção – mas alguns pais ainda estavam relutantes em assinar uma autorização para os filhos saírem do espaço escolar. Por isso, o professor os convidou para conversar com a coordenação e acompanhar as atividades. No final, todos os pais assinaram a autorização. “Eles viram que a direção, os professores, todos estavam envolvidos no projeto”, conta.

A escola convidou os pais e responsáveis para se juntar à caminhada e reforçou a proposta no evento de Dia da Família. Cerca de 20 pais acompanharam as crianças e professores na atividade ao longo do ano. Além de colocar todo mundo em movimento, as caminhadas também serviam para que os alunos observassem os detalhes das ruas próximas à escola. Entre as descobertas da garotada, estão as diversas árvores que existem na vizinhança, a presença de muitas aves e insetos e a quantidade de lixo que é jogado em um terreno ao lado da escola. Tudo era discutido em rodas de conversa de volta à escola. “Todos puderam fazer observações significativas sobre a região onde moram”, diz Edson.

O desafio também teve um impacto positivo em muitos professores que participaram das caminhadas. Como a coordenação apoiou a iniciativa e conversou com os professores sobre a importância do movimento, de sair da sala de aula, eles passaram a explorar mais outros espaços da escola em suas aulas para realizar brincadeiras e atividades dirigidas. O resultado das caminhadas foi tão bom, que se tornou uma atividade permanente na escola e vai continuar em 2018.

 

Notícias relacionadas:
- Uma escola com mais frutas e menos biscoitos
- Um desafio para aproximar alunos e cozinheiras
- Um desafio autoral com todos os ingredientes do Nutrir