Nutrir nas Escolas Coordenadora amplia projeto criado em desafio do Nutrir

Um projeto iniciado durante o Nutrir nas Escolas em 2016 foi ampliado e ganhou ainda mais força neste ano na EMEF Professora Joaninha Grassi Fagundes, de São Paulo-SP. Terezinha de Fátima Quadros Miranda, vencedora do Prêmio Nutrir nas Escolas 2016 na categoria Gestores, envolveu a escola em vários desdobramentos a partir do desafio Olhando melhor! que impactam a escola até hoje. Um deles foi a ampliação da horta, que, desde 2016, está tendo a participação de cada vez mais professores e alunos. O refeitório também foi totalmente modificado, deixando os momentos das refeições mais agradáveis para todos.

A horta foi criada em 2016 como parte do desafio do Nutrir e começou aos poucos, com o envolvimento de uma turma. Terezinha percebeu que as crianças gostaram bastante das atividades no local e que a escola tinha um bom espaço para ampliar a horta, e decidiu ir além. “Foi muito gratificante, e a gente pensou que isso poderia ser algo permanente, para todas as turmas, em todos os anos”, conta Terezinha. O trabalho deu resultado, e foi um dos motivos que levaram a coordenadora a ganhar o Prêmio Nutrir nas Escolas. Em 2017, o espaço foi renovado e recebeu novas ferramentas, terra, sementes e regadores – comprados com os recursos do Prêmio Nutrir.

Hoje, das 13 turmas do período da tarde, 7 se revezam para ajudar a cuidar da horta, que virou espaço de aulas de várias matérias, incluindo Artes e Educação Física. Terezinha pretende agora desenvolver ações para envolver mais professores e funcionários da escola e as famílias dos alunos, como convidá-los para fazer receitas com ingredientes presentes na horta. Além disso, os temperos colhidos no local estão sendo usados nos pratos preparados na escola. Outra iniciativa que está nos planos da coordenadora é construir uma composteira para reaproveitar os materiais orgânicos que vão para o lixo no refeitório.

Aliás, o refeitório passou por várias mudanças no desafio Olhando Melhor!, com resultados que permanecem até hoje. O espaço foi reformado, as paredes ganharam azulejos, há mais mesas e cadeiras, toalhas nas mesas, lixeiras para coleta seletiva e muito mais. “O que a gente percebeu é que os alunos se organizam melhor na hora da alimentação”, diz Terezinha. As crianças não correm tanto pelo refeitório como faziam antes, os professores dos primeiros anos passaram a se sentar com os alunos nas mesas, há mais crianças almoçando na escola e a sujeira no chão do refeitório diminuiu consideravelmente.

A coordenadora conta que as atividades do Nutrir foram muito prazerosas e que todos os educadores participantes ficaram entusiasmados e se ajudaram nos desafios. A conquista do Prêmio foi muito gratificante para Terezinha, que ganhou ainda mais motivação para continuar seus projetos. “E o contato também com as pessoas no almoço do Nutrir foi bem inspirador para mim, em saber que outras pessoas fazem projetos e conseguem dar continuidade”, acrescenta.

 

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