Nutrir nas Escolas Um desafio autoral com todos os ingredientes do Nutrir

As formações do Nutrir nas Escolas deram muitas ideias para que a professora Cida dos Santos Rodrigues, da EMEF Padre José Pegoraro (São Paulo-SP), criasse seu desafio autoral - proposta do desafio do Nutrir Quem escolhe é você. O desafio criado por Cida foi dividido em três etapas: uma sobre alimentação saudável e obesidade infantil, outra envolvendo prática de atividades físicas e uma terceira relacionada a horta. E não foi só a professora que percebeu o resultado das atividades com a turma do 5º ano – os próprios pais dos alunos estão comentando mudanças positivas no comportamento dos pequenos!

Cida se interessa muito pelo tema da alimentação, inclusive por motivos pessoais: nos últimos dois anos ela perdeu 20 kg, e se preocupa em manter uma dieta saudável. Mas as formações mudaram bastante seu jeito de pensar sobre alimentação e prática de atividades físicas. “Foi um divisor de águas. As formações desconstruíram alguns conceitos que eu tinha, como o de que alimentação saudável tem a ver só com contar calorias e pirâmide alimentar”, diz.

Uma das coisas que a professora mais gostou de aprender foi que devemos evitar alimentos ultraprocessados e priorizar os alimentos in natura ou pouco processados. E esse foi um dos temas discutidos pela turma na primeira atividade. As crianças assistiram ao documentário “Muito Além do Peso”, que aborda a questão da obesidade infantil no Brasil e no mundo, e leram textos sobre o assunto. A garotada se envolveu tanto na discussão, que a atividade tomou um período inteiro de aula.

Para a segunda etapa do desafio, Cida escolheu a dança para incentivar as crianças a se movimentarem. “É uma atividade física que qualquer um pode fazer”, explica. Durante duas semanas, ela organizou momentos em sala de aula em que ensinava coreografias diferentes para a turma ou em que cada aluno deveria propor um movimento de dança para os outros seguirem. Uma das coisas mais legais foi que um estudante com necessidades especiais que tinha dificuldade para interagir com os colegas se envolveu na dança, sugeriu movimentos e dançou na festa da escola.

A atividade final foi a construção de uma pequena horta autoirrigável com garrafas PET e barbantes na sala de aula – local em que os pequenos poderiam acompanhar de perto, todos os dias, o crescimento das plantas. Cida escolheu uma variedade de sementes e fez questão de incluir opções que muitas crianças não conheciam, como maxixe e jiló. Quando as plantinhas germinaram, os alunos levaram as mudas para replantar em casa.

Os próprios estudantes contam orgulhosos para a professora o resultado desse percurso: vários deles estão comendo menos salgadinhos, experimentando coisas novas em casa e inclusive treinando as coreografias que aprenderam. Cida foi convidada pela diretora da escola a apresentar o projeto para os pais e familiares no evento de Dia da Família. E muitos pais também estão relatando que as crianças pedem para comer novos alimentos, inclusive os que conheceram com a horta. “Eles refletem mais sobre o que vão ingerir”, diz.

 

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