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Ensino Fundamental 9 a 14 anos Prato do dia

Sobre Nós

Sou Viviane, estou professora do 5º ano D da E.P.G Perseu Abramo.

Em 2005 fiz o curso de auxiliar de enfermagem, me formei e fui exercer a profissão num dos hospitais públicos da Zona Leste de São Paulo, muito feliz por estar atuando na minha profissão e ganhando razoavelmente bem para a época, pois vim de uma família humilde, meus pais só têm o ensino fundamental, e tinham orgulho de eu me formar no ensino médio e ter conseguido meu primeiro emprego de operadora de caixa em uma rede de supermercados grande e famosa, enfim, contratada como auxiliar de enfermagem, nunca tive nojo de vomito, cocô, sangue, era meio sanguinária, achava radical ser da área da saúde, até que um belo dia me jogaram para o setor de pediatria, eu não queria, queria o P.S (Pronto Socorro), adrenalina, baleados e tal, foi lá que me deparei com a realidade das famílias com bebês e crianças inocentes com enfermidades incuráveis, destrutivas, o problema não era colher o liquido encéfalo raquidiano da cabeça da criança com um agulha enorme, o problema era pensar que aquele ser tão inocente estava vivendo seus dias trancada em um hospital sem chances de cura, essa angústia de ver crianças sofrendo durou apenas 6 meses, por um lado pensava que essa era a profissão que havia escolhido e não podia decepcionar meus pais que se orgulhavam de mim, por outro lado não aguentava mais aquela dor no peito me consumindo a cada dia. Decidi então, jogar tudo para o alto, e pensei “quero ver as crianças na alegria, chega de tristeza”.

Foi aí que resolvi procurar outro emprego, consegui como operadora de telemarketing ganhando o suficiente apenas para bancar a faculdade então escolhida, a Pedagogia, pois na sala de aula, como professora poderia contribuir para um mundo melhor também e ver crianças “peraltinhas”, mas felizes...

O caminho foi árduo e resumindo, terminei a faculdade me deparei com a triste realidade das escolas particulares, trabalhei um ano em uma escola de Educação Especial e eis que me peguei novamente exercendo algumas tarefas de auxiliar de enfermagem, pensei “então vou fazer uma pós-graduação”, me graduei em Educação Intelectual, foi aí que o concurso que havia prestado me convocou e lá estava eu, em uma sala de aula com 35 alunos super saudáveis, mas super mesmo! Hoje, amo o que faço apesar dos percalços da educação no Brasil.

Perseu Abramo é a escola que estou como professora hoje, simplesmente a escola que atende os moradores da famosa “Rua Cem”, uma das consideradas mais perigosas de Guarulhos, com um alto índice de violência, trafico de drogas e afins.

A turma tem 31 alunos que a maioria vem de um contexto social muito humilde, muitos alunos não têm como exemplo a figura paterna, e a mãe, aquela famosa guerreira, que luta sozinha para criar os filhos, e quase não se faz presente na educação por trabalhar muito, fazem o que podem. Gosto muito da comunidade, eles respeitam a escola e todos os funcionários.

Os alunos são, em sua maioria interessados, cerca de 8 têm dificuldades, e 2 silábicos com valor por atraso no desenvolvimento, mas estão evoluindo gradativamente, e são esses que eu mais gosto de trabalhar e faz minha pós valer a pena!!

 

 

Ensinei aos alunos os benefícios e a importância de praticar uma atividade física.

 

Através de perguntas, prática, vivência diária percebo que os alunos internalizaram o conteúdo, pois entre as aulas que acontecem, eles relembram o que foi dito e explicado através das aulas interativas e dos vídeos.

 

Alunos;

Família e

Professor de Educação Fisica.

 

Que as atividades físicas servem não apenas para diversão, mas para o corpo que foi feito deste jeito, ele precisa das atividades físicas para manter sua saúde.

 

 

 

Passo a Passo


  • Apresentei uma aula interativa sobre e um vídeo sobre desperdício de alimentos;
  • Montamos uma carta para a diretora pedindo autorização para visitarmos a cozinha;
  • Visitamos a cozinha e entrevistamos uma cozinheira;
  • Fizemos uma pesquisa com alguns alunos de outras salas sobre as refeições da escola;
  • Montamos trios e quartetos e montamos 8 cartazes, um com cada tema sugerido pelos alunos dentro da proposta;
  • Eles colaram os cartazes espalhados pela escola, inclusive refeitório;
  • Elaboramos um pequeno folheto com dizeres para "não ao desperdício de alimentos, as tias levam muito tempo para prepará-los"
  • Em dupla, alguns alunos passaram em todas as salas falando sobre colocar no prato somente o que irá comer e a importância do trabalho das cozinheiras;
  • Elaborei uma etiqueta e colamos na área onde os alunos se servem;
  • Apresentei um slide com propostas de reaproveitamento de alimentos como cascas de frutas etc...
  • Produção de redação sobre as profissões.

Objetivos

Levar os alunos a reconhecerem o importante trabalho das cozinheiras e que cada funcionário da escola desempenha um papel importante;

Fazer com que os alunos coloquem no prato apenas o que irão comer, evitando assim o desperdício.

Avaliação

Por meio das produções realizadas espontaneamente pelos alunos, roda de conversa, participação...

Quem Participou

Alunos de outras salas, professoras de todas as salas que receberam meus alunos para darem o recado, direção e cozinheiras.

Conexões

Ciências: O descarte de lixo orgânico;

Português; Redação sobre as profissões;


Desdobramentos

  • Aula interativa sobre reaproveitamento de alimentos;
  • Vídeo sobre desperdício de alimentos;
  • Valorização e reconhecimentos de todas as profissões foi um tema muito abordado durante o desafio.

Alegrias


  • Fomos a turma pioneira a visitar a cozinha da escola;
  • Participação e apoio de toda equipe escolar;

Nem Tudo São Flores

A visita foi muito rápida pois as tias trabalham muito! Os alunos queriam mais! rs rs

Expectativas

Reconhecimento de todas as profissões;

Não desperdiçarem e não brincarem com os alimentos, até mesmo aqueles que eles não gostam ou estão enjoados de comer na escola por que quase sempre é a mesma coisa.

Revisão

Envolveria mais turmas no projeto, pois os alunos de outras salas se interessam no tema tratado, porém, fim de ano é uma correria, o tempo é curto para dar conta dos conteúdos escolares.