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Ensino Fundamental 6, 7 e 8 anos Histórias saborosas

Sobre Nós

Sou a professora Ana Paula Araujo, tenho 35 anos, acredito e trabalho na educação pública há 13. Ingressei esse ano no EPG Evanira Viera Romão e compartilho minhas tardes de aprendizagem com uma turminha de 35 alunos do terceiro ano B.

Desenvolvemos esse projeto em parceria com a Eliane que é agente escolar e com a Mara que é nossa cozinheira, mas houveram muitas outras contribuições  que envolveram os educadores da escola, os professores especialistas de artes e educação física, a gestão escolar e  a família dos educandos.

Os temas foram desenvolvidos simultaneamente, de forma interdisciplinar e em consonância com os conteúdos a serem desenvolvidos no 3° ano.  Além do uso do livro didático (Porta aberta: Ciências humanas e da natureza, 3° ano: ensino fundamental), pesquisas com a família e na sala de informática, leitura de textos pré selecionados, experimentações e vivências foram realizadas para enriquecer nossa aprendizagem no campo teórico e prático.

Foi uma experiência  prazerosa e positiva onde pude perceber com alegria, gradativas mudanças, tanto em discursos por meio das rodas de conversa, quanto em posturas, seja na escolha dos alimentos colocados no prato na hora do almoço da escola, ou em  relatos dos pais sobre orientação dos filhos no quesito alimentação, saúde e qualidade de vida.

Passo a Passo

Dentre os desafios propostos nesse projeto acredito que essa foi o de maior complexidade e abrangência. Durante o processo de desenvolvimento do projeto foram realizadas leitura deleite dos seguintes livros:

  • "ULOMA: A casa da belesa e outros contos" de Sunny;
  • "Chapeuzinhos Coloridos" de José Robero Toredo e Marcus Aurelius Pimenta;
  • "Cuidado com o menino" de Tony Blundell;
  • "O urso esfomeado" de Nick Bland; e
  • "O que tem na panela Jamela?" de Niki Dali;
  • "Samanta Gorducha vai ao baile de das bruxas" de Kathryn Meyrik.

Além do uso dos mesmos para leitura de fruição, alguns livros paradidáticos foram usados para ilustrar as atividades desenvolvidas. Um dos primeiros a serem apresentados foi "A princesa e as ervilhas" de Caryl Hart traduzido por Gilda de Aquino. O livro narra a história de Lulu Flor de Maio, uma garotinha bonitinha, mas que mesmo com o grande esforço do pai não conseguia gostar de ervilhas. Após a leitura da história realizamos uma roda de conversa onde descobri que das 35 crianças que havia em sala de aula alimentavam - se nas principais refeições:

  • 04  apenas de arroz e carne;
  • 20 de arroz, feijão e carne;
  • 11 de arroz, feijão, carne e legumes e/ou verduras.

Esse quadro torna - se ainda mais interessante quando ao final da pesquisa descubro que são oferecidas saladas ou refolgados de legumes em 27  dos 35 lares, sendo eles alface, tomate, repolho, cenoura e pepino.

Ao me deparar com tal resultado pensei em usar a merenda escolar como eixo do trabalho, já que poderia me dispor dos alimentos oferecidos para que pudéssemos estuda - los e compreender os motivos de serem servidos na escola, já que os mesmos são selecionados por nutricionistas da rede municipal de Guarulhos.

Portanto solicitei aos educandos que elaborassem uma tabela classificando os alimentos servidos na merenda escolar em "o que gosto de comer, o que não gosto e o que gostaria que fosse servido na merenda escolar". Dos alimentos da preferência dos educandos foram registrados os triviais arroz, feijão, carne cozida e frango. Os campeões no ranking dos "indesejáveis" foram o fígado, a beterraba e o peixe. Já pizza, hamburger, coxinha entre outras guloseimas carregadas de sódio, corante e gordura repetiram - se em todas as tabelas no quesito "Alimentos que gostaria que fossem servidos na merenda escolar".

Ao dar início a esse desafio, havia planejado trabalhar reaproveitamento de talos e sobras de alimento, mas após a riqueza dessa roda de conversa, não pude conter minha curiosidade em descobrir junto a eles o que leva as pessoas a gostarem muito mais de alimentos ultraprocessados e gordurosos, e a ânsia de ressignificar o valor simbólico dos alimentos naturais e feitos em casa.

Dentro da temática da história "A princesa e as ervilhas" por meio de rodas de conversa, observamos os valores simbólicos atribuídos a esse vegetal no enredo. Percebemos que como muitas outras ocasiões, a comida saudável (e verde) era tida como desagradável ao paladar. Em meio a essa reflexão resgatamos cenas de desenhos animados e propagandas que reforçam a negatividade no consumo de alimentos naturais, mostrando sempre crianças jogando-os embaixo da mesa, dando escondido ao bicho de estimação  ou "raspando" o alimento não desejado em vasos de plantas. Estimulei as crianças dali por diante a observarem com mais atenção  e criticidade as mensagens que a televisão e outros meios de comunicação e mídia nos apresentam sobre alimentação.

 

Objetivos

O prazer em se alimentar bem e a apropriação na escolha dos alimentos foram um dos meus maiores focos. Várias questões foram apontadas ao decorrer desse processo, porém a ressignificação do valor simbólico das comidas caseiras com o uso de temperos naturais, legumes, verduras e frutas em sua composição foi algo que trabalhamos para que eles não só desenvolvessem atividades em sala de aula, mas que carregassem essa experiência por toda vida.

Com objetivo de conscientiza - los sobre os prejuízos que os alimentos fast foods e ultraprocessados trazem a saúde, apresentei o documentário "Super size me - A dieta do palhaço." (editado) mostrando a eles o prejuízo que o protagonista teve com um mês de consumo de lanches do Mc Donald´s.  Esse vídeo nos oportunizou observar que em geral as pessoas (induzidas pela mídia) pensam em relação ao consumo de lanches. Para concretizar essa leitura foi exibido um power point (vide anexo), com várias imagens de propagandas de diferentes fontes de fast foods ( Mc Donalds, Bobbys, Outback etc;). Ao passar cada imagem questionava junto às crianças o que ela significava, o que motivava e a mensagem que passava. Em geral eles mesmos concluíram que os alimentso anunciados por esses estabelecimentos são muito diferentes dos produtos servidos quando compramos para nosso próprio consumo.

Durante a roda de conversa as crianças relatavam com entusiasmo suas visitas e refeições em diversos lugares, contando sobre os brinquedos e brincadeiras, porém, a descrição da presença dos familiares e amigos que os acompanhavam nesses momentos era muito marcante. Comecei a estimular que me contassem como eram realizadas as refeições em seus lares, e descobri que muitas vezes, até nesse momento falta a presença da família. Das 35 crianças presentes apenas oito realizavam o almoço/jantar  em família na mesa sem a presença de televisão ou celulares. Do restante dezesseis realizavam a refeição na mesa em família com a televisão ligada e dez comiam na sala ou em outro cômodo da casa, também com a presença da TV. Diante desse quadro não é difícil compreender a alta rejeição por parte das crianças ao consumo de verduras/legumes relatadas na primeira pesquisa, e a valorização às  visitas a restaurantes e lanchonetes, onde a família e amigos compartilham a refeição juntos. Após a apresentação desse quadro, realizei intervenções de duas maneiras. A primeira foi atrelando essa problematização ao desafio autoral "Quem escolhe é você". Foi solicitado que oralmente as crianças convidassem  seus famíliares para realizar a próxima refeição à mesa, argumentando aos participantes a importância de se comer sem o uso de celulares e televisão (assunto já abordado em roda de conversa). No dia seguinte houveram relatos muito interessantes, alguns pais foram resistentes a esse processo, mas combinamos entre nós a repetir o convite ao decorrer do desafio e dessa forma muitas crianças conseguiram realizar essa experiência. A segunda intervenção foi no dia 29/11 onde realizamos a "Tarde da alimentação saudável". Nesse evento as crianças apresentaram aos pais a aprendizagem adquirida por meio do projeto, apresentando a eles através de palestra montada coletivamente em power point (vide anexo), onde após a apresentação foi realizada a degustação das receitas do nosso "caderninho de receitas" preparadas pelos pais.

 

Avaliação

A observação para avaliação de nosso trabalho e das necessidades de complementação de conhecimento é fundamental no processo de aprendizagem. Observei que nos discursos realizados pelas crianças em rodas de conversa elas utilizavam - se dos termos adequados. Houve apropriação do conhecimento relativo à pirâmide alimentar e a função dos alimentos que as crinças se referiam como energéticos 1, reguladores, construtores e energéticos 2. Pela atividade de elaboração do cardápio pude cosntatar em sua organização, que eles compreenderam com clareza que os alimentos que contém alto teor de gordura e açúcar não devem deixar de ser consumidos é preciso apenas reduzir sua ingestão. Em reunião, os pais relataram a curiosidade das crianças em conferir a tabela nutricional dos alimentos assim como seus ingredientes.

 Ao desenvolver da atividade de elaboração do cardápio muitas crianças relataram não almoçar por acordarem tarde e tomarem café da manhã pouco antes de vir à escola o que as impossibilitavam de almoçar. Após essa atividade onde estudamos a importância do café da manhã e a ingestão de alimentos de 3 em 3 horas, percebi por parte desses alunos maior adesão ao almoço servido na escola.

Houve maior adesão de experimentação por parte deles, quando havia a oferta de peixe por exemplo eles se serviam do mínimo possível, mas se dispunham a experimentar.

Quem Participou?

As atividades desenvolvidas junto aos educandos tinham como objetivo conscientiza - los sobre a importância da boa alimentação e coloca - los como agentes de transformação na famíla e na escola.

Partilhando a pesquisa sobre os alimentos que não gostavam na merenda escolar com as cozinheiras, descobri que a beterraba era a "vilã" entre o gosto das crianças da escola. Para estimular o consumo da mesma, adaptei a história "O grande rabanete" de Eva Furnari para "A grande beterraba" que foi apresentada por meio de contação para todas as crianças da escola e contou com participação de todos os professores do período. Ao final da contação foi servido salada de beterraba para as crianças que consumiram com muito entusiasmo.

Com as atividades propostas até então, os educandos perceberam a grande influência dos meios de comunicação no consumo de alimentos. Diante dessa descoberta, iniciamos um debate sobre o que poderíamos fazer para que os alunos de nossa escola consumissem alimentos listados como não desejáveis. Então criamos uma lista de realizações com o seguinte título "O que podemos fazer para que as pessoas tenham o entusiasmo do consumo do lanche nos alimentos mais saudáveis?" e as propostas sugeridas pelas crianças foram:

  • Sugerir ao Mc' Donald's que ofereçam lanches mais saudáveis;
  • Criar um canal no youtube para convencer as pessoas a consumir alimentos saudáveis;
  • Fazer cartazes para espalhar pela escola conscientizando as crianças sobre a importância de fazer boas opções no refeitório;
  • Fazer um restaurante na escola oferecendo opções mais saudáveis com cultivo de horta com "coisas" que plantamos;
  • Fazer um jantar especial para os pais na escola;
  • Palestra organizada pelas crianças para os pais.

Realizamos a escrita coletiva de uma pequena mensagem na página oficial do Mc Donald´s que prontamente nos enviou a resposta (vide anexo). A mensagem de resposta foi lida ao educandos que mostraram - se satisfeitos com a ação.

Realizamos o trabalho com grande parte da lista a iniciar pela elaboração de cartazes. Listamos os alimentos que são servidos com mais frequência na merenda escolar e inserimos os mais rejeitados pelos educandos que foram arroz, feijão,frango, peixe, fígado, beterraba e ovo.

Os educandos se dividiram em grupos e a cada um foi atribuído um alimento do qual realizaram pesquisa no laboratório de informática, leitura e interptretação de textos selecionados. A proposta era de que eles convencessem as crianças da escola a consumir o alimento atribuído a seu grupo não só pela criatividade na elaboração do cartaz, mas pelas informações contidas neles. Após o término dos mesmos as crianças realizaram a apresentação de seus cartazes e alimentos aos colegas de sala e fixaram os mesmos no refeitório, onde as crianças da escola puderam ler e interagir com o trabalho.

Realizamos o cultivo de horta com a plantação de alfaces que será levado pelos mesmos e compartilhado em forma de salada com seus familiares , sendo parte do processo do desafio "Quem escolhe é você - Família comendo à mesa".

Na "Tarde da alimentação saudável" as crianças tiveram a oportunidade de apresentar por meio de power point (vide anexo) os conhecimentos adquiridos no projeto. Os temas foram divididos por oito crianças que descreveram por meio de imagens e textos suas vivências. Nessa tarde houve partilha comunitária das receitas preparadas pelos pais que em grande parte usaram o "caderninho de receitas" ou partilharam de novidades com a valorização do alimento caseiro com pouco ou nenhum uso de produtos ultraprocessados.

Conexões

Para a  sensibilização e compreensão da importância da valorização da alimentação saudável realizamos pesquisas e estudos tendo como instrumento nosso livro didático "Porta aberta: Ciências humanas e da natureza" (3° ano) que aborda na unidade IV capítulo 4 o reflexo da boa alimentação em nossa saúde. Uma das abordagens citadas no livro é o da pirâmide alimentar. Realizamos pesquisa no laboratório de informática sobre sua função e importância. Após aprofundamento, construímos nossa pirâmide com recortes de revistas, onde as crianças uma a uma colavam com autonomia e intervenção uma das outras os alimentos em seu local apropriado. Outro livro que norteou o conteúdo teórico foi "Eu como assim ou assado? : Conhecendo melhor o que você come" de Michele Iacocca. O livro aborda o histórico de nossa alimentação e a relevâncias dos alimentos saudáveis e não saudáveis em nossa saúde.

Tendo como eixo esses aprofundamentos, as crianças montaram cardápios variados embasados na pirâmide alimentar construída. Foi solicitado que usassem alimentos usados no dia a dia pensando nas quantidades dos alimentos e as funções que desempenhavam. O primeiro cardápio foi construído em duplas, o segundo cardápio no coletivo. Na troca de cardápio entre colegas e na construção do cardápio coletivo observei o uso demasiado de alimentos ultraprocessados, onde caíamos na mesma cilada dos fast foods que se mascaram como alimentos saudáveis. Para que houvesse maior compreensão desse processo, solicitei às crianças que trouxessem  embalagens de alimentos consumidos em casa e por meio delas estudamos suas tabelas nutricionais e ingredientes utilizados onde foram identificados o uso de corantes e conservantes químicos e altos teores de sódio, açucar e gorduras.

Após a identificação dos mesmos que traziam nomes não conhecidos às crianças, apresentei um power point com a classificação dos alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. O power point foi ilustrado com muitas imagens e vídeos que explicavam a ação do sódio em nosso corpo (em anexo). 

Desdobramentos

Após o trabalho de sensibilização sobre a importância da diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados por meio de power point e vídeos, realizamos a análise dos meios que poderiam substituir o consumo excessivo do sal, açúcar, corantes e conservantes, e dentro das possibilidades apresentadas falamos sobre os temperos com ervas, onde as crianças tiveram oportunidade de degustar as ervas plantadas pela Mara (cozinheira) e Eliane (agente escolar) na horta da escola. Falamos sobre a importância do consumo do coentro, da salcinha, cebolinha e mangericão. Procurei desenvolver receitas das quais compramos prontas no mercado e tem alto uso de corante e conservante, como a geléia de manga com casca, o iogurte natural e o refrigerante caseiro, que foi servido às crianças após a leitura do livro "Chapeuzinho Vermelho uma aventura borbulhante" de Lynn Roberts.

Em reunião de pais, apresentei a proposta que estava sendo trabalhada com as crianças e solicitei a participação dos mesmos com receitas que seguiam essa linha de substituição do consumo dos alimentos ultraprocessados e fast foods. Os pais me auxiliaram na pesquisa de receitas para montagem de um "caderninho". Enviei aos mesmos a lista de alimentos descritos pelas crianças como preferidos na atividade da construção de tabela. O desafio proposto aos pais, era de pesquisar maneiras saudáveis de consumir os alimetos listados pelas crianças.

As receitas foram digitadas, impressas e a organização no caderno de receitas ficou por conta das crianças.

No dia 29 de Novembro, foi realizada a "Tarde da alimentação saudável" com a participação dos educandos e seus familiares onde as proprias crianças por meio de palestra abordaram com os pais pontos levantados durante o desenvolvimento do desafio.

Alegrias

O enstusiasmo por parte dos educandos em desenvolver as atividades propostas foi fundamental na construção de meu planejamento. Sentia - me motivada a buscar informações e trazer diferentes propostas para apresenta - las.

Tudo ocorreu de forma leve e prazerosa, as crianças se muniam dos conhecimentos, palavras e posturas adquiridas no processo para se posicionarem em rodas de conversas,  apresentação de trabalhos e escrita de relatos.

Foi emocionante ouvir os pais quanto às cobranças relativas à presença da família no momento das refeições (com a TV desligada), na cobrança de pesquisa de receitas para nosso caderno, na curiosidade em explorar e compreender as tabelas nutricionais. Perceber o despertar a consciência crítica relativa a produtos ultraprocessados onde as crianças manifestavam - se com indignação ao perceber deturpações de informações em propagandas de TV ou outdoors, observar a riqueza adquirida nesse processo tanto no vocabulário, quanto no amadurecimento do grupo fez com que esse projeto se tornasse memorável. Valeu a pena!

Nem Tudo São Flores

No desenvolvimento das atividades onde era solicitada a presença da família, muitas vezes por conta de incompatibilidade de horários do trabalho e outras ocupações, os pais não puderam comparecer. Porém pude observar pelos relatos das crianças que apesar de distantes houve participação por parte deles que se dispuseram a refletir e mudagumas de suas ações rotineiras relativas a alimentação e saúde, por intervenção de seus filhos.

Expectativas

As atividades propostas tinham como objetivo desenvolver a importância da alimentação para uma boa qualidade de vida e a criticidade em relação ao que, nos é oferecido  como  alimentos "saudáveis" anunciados pelas propagandas de TV. 

Procurei ao máximo envolver a família para que esse processo de construção não ficasse limitado somente à sala de aula, é preciso trazer esses conhecimentos à nossas vidas. Particularmente esse projeto contribuiu para que eu também revisse meus costumes alimentares. Passei a dar maior atenção para as tabelas nutricionais e optar pela adesão de alimentos mais naturais. Pelos relatos apresentados por alguns pais sei que esse processo fez diferença para alguns educandos. Eles agem como verdadeiros "fiscais" proporcionando por meio dos conhecimentos adquiridos na escola, transformações que farão diferença em suas vidas e de seus familiares. Acredito na educação como ferramenta de mudança de mundo... 

Revisão

 Caso aplicasse a proposta em outra turma acredito que haveriam outros desdobramentos já que cada turma/criança possui sua propria identidade. Mas fazendo uma leitura geral do processo acredito que nossos objetivos foram alcançados.