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Gestores Olhando melhor!

Sobre Mim

      Sou Cristiana Vieira Cardoso, atualmente estou como gestora de uma escola municipal da rede de Guarulhos, EPG Prof. Pedro Geraldo Barbosa. Sempre fui professora alfabetizadora de 1º ao 5º ano. E nesse ano especificamente, recebi o convite para ser vice diretora dessa Unidade Escolar que mencionei.

      Estou gostando muito dessa nova etapa de minha vida, aprendendo muito com todos da escola.  Cada dia temos um desafio para vencer ou problemas para solucionar, mas nossa equipe é bem unida e comprometida em tudo que faz. Tentamos decidir tudo no coletiva, tendo uma gestão bem democrática e flexível.

      Nossa escola está sempre aberta para atender nossas crianças e suas famílias da melhor maneira possível. Buscamos sempre conversar sobre pontos positivos e negativos existentes no nosso trabalho ou atendimento, pois temos que refletir sempre sobre nossa jornada, como está sendo desenvolvida.

      Sobre o Projeto Nutrir, estou gostando muito de participar do mesmo, aprendendo muito com cada desafio. Ao inserir o projeto na escola, ou dá continuidade nas ações que já existem sobre a alimentação saudável com as crianças é sempre bom.  No início fiquei preocupada em não dá conta de realizar um bom projeto com a escola, mas tenho me empenhado ao máximo para fazer o melhor. Leio muito sobre os assuntos, pesquiso, estudo, converso com a equipe, busco ajuda, compartilho com os professores, crianças, funcionários, cozinheiras e busco sempre parcerias com a comunidade escolar.

      Ao preparar as atividades que envolve cada desafio, procuro passar os assuntos para os educandos de uma forma mais lúdica e prazerosa em aprender, através de teatro, filme, roda de conversa, pesquisas e sugestões. Já estou observando  mudanças no comportamento de alguns educandos, de forma positiva, tentando melhorar seus pensamentos ou atitudes referente a alimentação ou o alimento que vai comer.

      Sei que para um ser humano começar  a ter mudanças em seus hábitos alimentares não acontece da noite para o dia, é um trabalho de formiguinha, mas estamos plantando sementes que provavelmente vão brotar e se multiplicar. Procuro levar a mensagem de que devemos sempre procurar o bem estar do nosso corpo, que precisamos ter mais atenção no que comemos e com que frequência comemos.

Passo a Passo

      Nesse desafio foram realizadas várias etapas e muitas observações do ambiente analisado. Fui ao refeitório em dias, horários e turmas diferentes. Com ele vazio e cheio de crianças se alimentando. Observei pontos positivos, negativos, busquei idéias, conversei sobre acontecimentos, comportamentos, posturas, acolhimento, situações de limpeza e higiene, e algumas regras e combinados necessários.

1ª ETAPA:

      Nesse primeiro momento fui observar o refeitório quando estava vazio. Entrei, vi um lugar limpo, com boa iluminação, 2 janelas bem grandes, bem arejado e com ventiladores, com mesas e bancos que atendem a quantidade de educandos, entre os mobiliários possuem espaços suficientes para se locomoverem. Possui um equipamento de self-service com 6 bandejas para serem oferecidos alimentos diferentes. Os utensílios utilizados são pratos de vidro, garfo ou colher, copos de plástico ou descartável. Possui um cardápio na parede, que informa o que será servido no dia.As paredes são brancas, tendo figuras de legumes e verduras. Possuem latas de lixo, para o restos de comida, um balde com água e detergente, que serve para colocar os talheres sujos, facilitando amolecer a sujeira dos mesmos quando forem ser lavados. No cantinho também possui vassouras, pás de rodo para qualquer eventualidade. Ao lado do refeitório fica a cozinha, onde também dei uma observada. Tudo é muito limpo e esterelizado, usam toucas, luvas, aventais, uniformes, materiais de segurança. A escola investi muito na qualidade dos materias utilizados, procurando sempre segurança e conforto, tantos para os alunos quanto para as cozinheiras.

2ª ETAPA

      Nesse momento fui observar  a preparação do espaço para receberem as crianças no momento da alimentação. As cozinheiras sempre respeitam o cardápio que vai ser servido, coloca cada item no cartaz. Deixam as bandejas do self-service com as comidas separadas: arroz, feijão, salada, carne, verduras, legumes, sobremesa/fruta/suco em recipientes próprios, com conchas individuais de cada alimento, e com boa conservação. Cada turma tem seu horário, vem duas turmas de cada vez, tendo um tempo de 20 minutos a refeição do almoço e janta. Já no café, por ser um alimento mais leve, o tempo é de 10 a 15 minutos ( dependendo do lanche do dia)

      Cada professor acompanha sua turma. Eles fazem fila ao redor do sef-service, colocam no prato o que querem comer, o quanto querem comer e quantas vezes querem comer. A repetição de comida é utilizada sempre que há alimentos suficientes. Todos ali presentes  ajudam a se servirem, os professores, os cozinheiros, os agentes escolares de apoio a inclusão, o agente escolar. Todos estão sempre observando quem precisa de ajuda para se servirem ou auxílio para comerem.

      Observei que todos ali presentes estimulam e orientam as crianças, para se alimentarem direitinho, como pegar no talher, para repetir se tiver vontade, para evitarem de jogar comida no lixo, colocar a quantidade necessária no prato evitando o desperdício. Enfim todos ajudam, orientam, estimulam.

      Os professores comem também junto com os educandos, que também é uma forma de incentivá-los a comerem. Observei que um educando observa o outro, tanto para ajudar ou para relatar que o amigo está desperdiçando comida.

      É um ambiente não muito silencioso, mas é acolhedor, agradável, onde os educandos podem se servir, conversar com os colegas, se locomoverem. Mas tudo acontece através de regras e combinados estabelecidos dentro da sala de aula, antes de virem para o refeitório, porque o tempo é corrido e deve ser respeitado, para não prejudicar a rotina tanto da sala de aula quanto da cozinha. Os educandos estão bem habituados a essa rotina.

      Tanto o tempo e o espaço do refeitório é favorável para os educandos. Após as refeições de cada duas turmas, os funcionários da limpeza, limpam rapidamente as mesas e o piso, para outa turma utilizarem o espaço. Enquanto isso a cozinheiras lavam os talheres, porém possui talher suficiente para todos.

         Lembrando que o espaço do refeitório é utilizado somente para refeições.

3ª ETAPA:

      Após observar o espaço do refeitório, fui conversar com as turmas, durante mesmo os horários das refeições. Aproveitei para falar um pouco mais sobre o projeto Nutrir, sobre os desafios que tínhamos para cumprir, expliquei as etapas e pedi ajuda para todos ali presente.  Pedi a colaboração no cuidado com o ambiente e respeito com o alimento oferecido. Falei um pouco sobre a importância dos bons hábitos alimentares, questões como dicas de saúde e sobre cumprir as regras e combinados feitos sobre o comportamento dentro do refeitório da escola. Falei que eles seriam o foco principal dentro do projeto.

4ª ETAPA:

      Em outro momento retornei ao refeitório, no momento do café, retomei alguns itens sobre o cuidado com o espaço, com os utensílios utilizados, que poderiam sugerir mudanças no refeitório, deixando uma caixinha de sugestões que serveriam tanto para as cozinheiras quanto para a gestão escolar. Tudo para melhorar o atendimento e o espaço. Duas vezes por semana procura acompanhá-los nas refeições, observo pontos positivos e negativos, proponho sugestões e possibilidades de melhoras. Tudo discutido no coletivo, em grupo.

5ª ETAPA:

      Fui conversar com as cozinheiras sobre o refeitório e sobre a cozinha. O que tínhamos de problemas e quais as sugestões que tinham. Falamos e pontuamos sobre tudo. O espaço, o acolhimento, sobre a exposição das comidas, cardápios mais variados de acordo com os alimentos disponíveis, sobre a criatividade de se criar pratos diferentes e saboros. Como estimular as crianças a comerem melhor. Enfim, procurei ouví-las e propus tentarmos juntas melhorar cada vez mais as questões do refeitório e da comida servida.

6ª ETAPA

     Fui ler as sugestões dos educandos referente ao refeitório, ao cardápio, ao espaço e tempo oferecidos. Muitos pediram que servíssemos mais gelatina, suco e saladas variadas. E que queriam bolo de chocolate também. As cozinheiras foram respondendo essas sugestões por escrito para as salas e através de conversas também durante as refeições. O que era possível fazer dentro das sugestões. Foi muito bacana, aprendemos bastante com os educandos.

      O mais legal foi essa troca de sugestões, opiniões que tivemos durante esse desafio.

7ª ETAPA:

      Confeccionamos cartazes informativos sobre os legumes e verdura, suas propriedades, benefícios para nossa saúde, como se fosse um quadro de curiosidades. Os educandos liam e comentavam entre eles e entre as famílias. Muitos pais comentavam com os professores sobre as mudanças nos hábitos alimentares dos filhos e os assuntos que levavam para casa. Conversamos em reunião de professores, cozinheiros, funcionários e pais, que os objetivos do projeto e as ações, é tornar a refeição na escola um momento de aprendizagem e de convivência social; De organizar o espaço do refeitório em um ambiente cada vez mais acolhedor e respeitoso; Aprimorar o convívio e a aprendizagem na hora das refeições, promovendo autonomia e a valorização da escolha; Incentivar aos bons hábitos alimentares; Identificar as preferências alimentares dos educandos; Conscientizar os educandos sobre a importância e os motivos pelos quais se alimentam; Reconhecer os alimentos que fazem bem à saúde.

 

 

 

 

Quem Participou?

      Desde o início do Projeto, venho envolvendo todos da unidades escolar na realização dos desafios, buscando sempre parcerias com os alunos, professores, direção, coordenação, supervisão, nutricionistas, agentes escolares, pais de alunos, comunidades escolar, parceiros da escola, fornecedores, apoio de gestão,  cozinheiras e funcionários no geral, etc. Enfim, todos que estão ao nosso redor , acabaram vestindo a camisa do projeto. Cada um contribui com um pouquinho: ideias, livros, textos, painéis, roda de conversas, pesquisas, sugestões, divulgações, etc. Com a equipe unida conseguiremos mais resultados positivos.

      Estou bastante contente com o envolvimento da minha equipe escolar. Em tudo que é proposto no projeto, me sinto a vontade de pedir ajuda tanto na elaboração de atividades, quanto na execução das etapas, na separação de materiais a serem utilizados, etc.

      Também conto bastante com a ajuda de uma professora que está participando do projeto, ela está com o primeiro ano do ensino fundamental. Sempre trocamos ideias, experiências, dando dicas uma para a outra, socializando as atividades, os desafios e as etapas do mesmo. Conto bastante com o auxílio dela e das crianças, participando com empenho de tudo que é proposto.

       Outra parceira, é a cozinheira Roseli, que participa do Projeto Nutrir, e me ajuda  a responder as cartinhas de sugestões do projeto que recebemos todos os dias, e a realizar as etapas com ideias, ações e dicas.

Desdobramentos

      Nesse desafio além do que foi proposto, surgiram outras ideias e ações para aperfeiçoarmos as etapas do nosso projeto. Como estamos sempre buscando parcerias, acabam surgindo novas dicas que consequentemente exigem uma outra atividade ou ações.

      A caixinha de sugestões considero como desdobramento, pois temos que ler cada carta e dá uma devolutiva para os educandos, no que é possível fazer, mudar ou acrescentar. A construção da horta também é um outro desdobramento, pois continuamos com as plantações, os cuidados, as visitas e estudos com a mesma. A confecção de cartazes informativos, de curiosidades sobre alimentos, montagem coletiva do cardápio do dia, tudo isso são atividades que vão acontecendo além do projeto.

      A horta também é um outro desdobramento, pois na sua construção e manutenção exige muito de cada um de nós. Ficou combinado em reunião que todos os educando ajudarão a cuidar da horta através de revezamento, para não acumular muitas atividades e que todos os educandos possam participar, 6 crianças de cada período  e turma ,3 vezes por semana, vem regá-la, arrancam o matinho que cresce junto com as verduras, arrancam as folhas secas, enfim cuidam da horta juntamento com os adultos envolvidos no Projeto Nutrir. Assim os educandos acabam sendo comtemplados em cuidar da mesma. E quando as hortaliças estiverem já prontas para serem colhidas, faremos um multirão da colheta, e faremos saladas para as refeições das crianças na escola.

Alegrias

      Cada desafio tem suas etapas, e em cada etapa sinto uma enorme alegria em poder contar com a ajuda e boa vontade de todos os envolvidos no projeto, para que eu possa realizá-las da melhor maneira possível. Cada ideia ou sugestão que chegam, vem sempre acompanhada de muita ajuda e dedicação.

       Sinto alegria quando uma criança fala coisas boas do projeto ou comentam alguma atitude que fizeram na escola ou em casa, referente a alimentação. Por exemplo: que está comendo com mais atenção, comendo menos doces, batata frita, traz um livro de história para contar em classe sobre bons hábitos alimentares, traz jornais com notícias que envolve saúde, relata algo de bom que aconteceu na sala ou nas atividades. Enfim, cada notícia ou atitude  sobre o projeto me traz bastante alegria. A maneira como estão se comportanto perando as atividades propostas, realizando-as com interesse, tudo isso me deixa feliz.

Nem Tudo São Flores

      Nem tudo acontece do jeito que planejamos, mas vamos aprendendo com os erros e avaliando melhor nossas ações e atividades. E replanejando sempre tudo que foi trabalhado. Todas as ações dos desafios, vamos fazendo uma retomado, do que aplicamos e deu certo e o que poderia melhorar.

      Por exemplo: como divulgar o projeto ou desenvolver determinada atividade com os educandos. A mesma atividade pode dá certo com alguns, e com outros dependendo da idade temos que modificar algumas coisas ou etapas. 

      Sempre, ao final de cada desafio fazemos a análise do que poderia ter sido melhor, e nesse desafio " olhando melhor", penso que tudo aconteceu conforme planejado. Através da observação feita sobre o ambiente analisado, dá pra gente pensar em algumas melhorias, tais como: melhorar a exposição do cadápio do dia, de acordo com a merenda oferecida tentar atender alguns pedidos e sugetões citadas na caixinha como: fazer gelatina, ter mais suco, fazer um cardápio do dia, com os pratos sugeridos pela criança e outros.

Revisão

      Tudo que realizamos e desenvolvemos dentro do projeto e dos desafios, ao final de cada atividade paramos para refletírmos um pouco sobre os assuntos abordados ou temas. E de acordo com as necessidades de cada etapa, vamos avaliando o que poderia ser diferente ou melhorado.

      E o novo sempre tentamos fazer um pouco diferente para não ficar cansativo. Por exemplo, cada desafio é trabalho de um jeito, tentando alcançar os objetivos propostos nos mesmos.

        O cuidado da horta foi modificado várias vezes, ficávamos pensando como iríamos levá-los para os canteiros e tentar envolvê-los nas atividades propostas. Pois os educandos se dispersão com facilidade. E queremos a participação e o envolvimento de todos. Enfim, 3 vezes por semana, conto com a ajuda dos educandos,  que vem até a horta para me ajudarem com a mesma. Detalhe, eles amam cuidar  dessa horta.