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Ensino Fundamental 6, 7 e 8 anos Histórias saborosas

Sobre Nós

Sou Rosana, moro e trabalho no município de Guarulhos, tenho muito orgulho da minha cidade e da minha profissão. Eu não pensava em um dia me tornar professora, desde criança eu tive um pensamento e perspectiva do futuro muito limitados, devido a várias influências, mas, quando parei para pensar em uma formação acadêmica, logo pensei na pedagogia, não somente por gostar de crianças, mas também por querer vivenciar momentos com elas, me relacionar, ser o exemplo, o espelho, a base para alguém, e desde que ingressei na minha profissão, percebi que foi a melhor escolha que fiz, passei não apenas a ensinar, como também aprender nos mais singelos momentos do dia a dia. Minha turma é do 3º ano, eu nunca havia trabalhado com esse ano e estava um pouco apreensiva por ser um momento/turma de transição, mas confesso que me surpreendi. Nós nos damos muito bem, temos conexão, sintonia, afetividade intensa, eles são muito agitados, falantes e tive que aprender a usar isso a meu favor, o bom disso é que desde que começamos o projeto Nutrir, vejo uma intensa participação que esgota até a última gota de energia que existe em mim e eu gosto muito disso. Estamos empolgados com cada passo do projeto, cada momento é único e especial.

Passo a Passo

Para iniciar o nosso desafio, fizemos uma roda de conversa no qual eu iniciei com a leitura - O QUE ANA SABE SOBRE ALIMENTOS SAUDÁVEIS. A leitura já é rotineira em nosso dia a dia, no início da aula, então é um momento sempre bem esperado.

Após a leitura, conversamos sobre nossa alimentação, as crianças disseram o que gostam de comer em casa e aproveitei para instigar a reflexão delas. Com slides sobre o assunto, mostrei o que pode causar uma má alimentação, o exagero nos doces, produtos gordurosos etc.

Vimos e pesquisamos as doenças causadoras de hábitos ruins, e depois as crianças conheceram a nossa pirâmide alimentar.

Passado o momento inicial, pedi que as crianças trouxessem ou pesquisassem livros que falassem sobre os alimentos ou que tivessem alimentos na mesma, dando alguns exemplos para elas. Também fizemos roda de leitura, no qual as crianças procuraram em seus livros se havia na sua história alimentam que tivessem um papel importante na história.

Nos dias seguintes recebi alguns livros e ideias para a leitura em sala de aula, os demais livros eu procurei no acervo da escola. Nossa coleção de leitura, teve os mais variados livros, tais como: Quem vai ficar com o pêssego?, O caso das bananas, Sabores da América, Poema do Milho, Kariri Xocó – Contos indígenas, Enquanto a mamãe galinha não estava, João Espero leva o presente certo, Samanta gorducha vai ao baile das bruxas, O que levar para uma ilha deserta, A felicidade é uma melancia na cabeça, A cesta de dona Maricota, O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado, O que tem na panela Jamela, etc. Além dos clássicos contos como: A branca de neve e os sete anões, João e Maria, João e o pé de feijão, Chapeuzinho vermelho, entre outros.

A cada leitura, conversávamos sobre o protagonista da história: os alimentos. Os alunos manifestavam de maneira crítica e sábia o verdadeiro papel dos alimentos na história e na nossa vida.

Após algumas leituras era a hora de iniciar os nossos cardápios, levei para a sala de aula alguns exemplos de cardápios, como de pizzaria, restaurante, sorveteria, cafeteria, lanchonete, frutaria, etc. Combinamos de montar restaurantes fictícios que vendessem os nossos pratos, sendo que cada aluno colocaria um preço que achasse justo para o prato em questão. Esse momento foi surpreendente para mim, que ao perguntar para as crianças, ideias de cardápios para nossos restaurantes fictícios, uma delas deu a ideia de um restaurante das olimpíadas, já que estávamos trabalhando o tema em sala. Achei muito interessante e combinamos então de pensar em nossos restaurantes, algo que fizesse parte da nossa realidade.

Pensando nisso, escolhemos: pratos indígenas e africanos, algo que trabalhamos bastante em sala, sobre nossas origens e a história dos nossos antepassados e também os pratos da Oceania, já que a escola desenvolve um projeto sobre os continentes, no qual os terceiros anos ficaram responsáveis pelo estudo e descoberta do continente Oceânico.

As escolhas então foram:

1º RESTAURANTE INDÍGENA

Entrada: Milho cozido com salada de verduras

Prato Principal: Peixe com purê de batata ou mandioca

Sobremesa: Açaí, pamonha ou tapioca.

Bebidas: Suco de guaraná ou caldo de cana.

2º FRUTARIA DA OCEANIA

Opções de Cardápio – Salada de frutas, Torta de frutas, Bolo de frutas vermelhas, Sorvete natural, Pavlova, Espetinho de frutas com chocolate.

Bebidas: Água de côco, suco diversos sabores, vitamina de frutas, milk shake, limonada.

3º LANCHONETE ESPORTIVA

Lanches: X-Burguer vegetal, Lanche natural de atum, lanche de peito de peru, pão de queijo.

Bebidas: Água, Gatorade, Energético, Suco natural diversos sabores, Vitamina diversos sabores.

Sobremesas: Salada de frutas, Mousse de coco, maracujá e morango, Merengue.

 4º DELICIAS DA ÁFRICA

Entrada: Vatapá ou Acarajé

Prato principal: Feijoada ou Galinha d’angola

Sobremesa: Arroz doce ou pé de moleque

Bebidas: Água de coco, suco diversos sabores, café.

Após a confecção dos cardápios, pedi que cada aluno escolhesse 1 dos 4 que eles haviam feito, sendo que cada aluno poderia escolher o que mais lhe agradasse, feito a escolha pedi que as crianças levassem o cardápio para casa para realizar 1 das receitas com os pais ou responsáveis.

Essa atividade foi possível porque paralelo a ela nós estamos fazendo um livrinho, que vai para casa algumas vezes por semana, no qual eu expliquei sobre o projeto e nossos objetivos para os pais, sendo que no livrinho também contém desafios nos quais eles precisam realizar com as crianças na medida do possível, portanto, os pais estavam cientes de que realizariam a receita com seus filhos. Boa parte da sala participou, o que me deixou muito feliz. A proposta era que eles fizessem a receita em casa e comessem com seus familiares, mesmo assim alguns alunos ainda me trouxeram um pouco da receita que cozinharam. Huuummmm.

Alguns dias depois as crianças socializaram suas experiências de casa com a turma.

Objetivos

  • Despertar o gosto pela leitura;
  • Desenvolver hábitos leitores;
  • Conhecer a importância de hábitos saudáveis na alimentação;
  • Valorizar a nossa cultura e o que está inserido nela;
  • Desenvolver a criatividade a imaginação;
  • Ressaltar a importância da participação e interação do grupo;
  • Construir e confeccionar atividades que evidenciem nossa prática e nossa aprendizagem;

Avaliação

Foram avaliados ao longo do desafio, atitudes de participação das atividades propostas, interação com o grupo, manifestação de ideias, interesse em produzir e socializar.

Percebi que eles aprenderam e sala foi bem avaliada porque as propostas apresentadas por eles e por mim foram desenvolvidas e as ideias foram levadas adiante, para a família.

Quem Participou?

Além dos alunos do 3ºA e eu, Prof. Rosana, participaram a tia Chris na ajuda dos recursos tecnológicos, a coordenadora pedagógica com o apoio diário, e os pais que em sua maioria aceitaram o desafio de trabalharem em conjunto com seus filhos na preparação da receita em casa.

Conexões

As atividades tiveram conexões com todas as disciplinas – Português (na escrita e leitura), Matemática (no preço dos pratos), Natureza e Sociedade (órgãos do sentido, alimentação, doenças, etc.), artes (desenho e pintura) e com nosso planejamento anual, como culinária industrial, culinária africana, Olimpíadas 2016 e Projeto da escola sobre os continentes.

Desdobramentos

Demos início a uma atenção maior na alimentação, roda de leitura, demos continuidade no projeto com o desafio “falando nisso’’, demos a oportunidade de interação em sala e com as famílias e maior interesse nas questões relacionadas as frutas e hortaliças, também fizemos pesquisa na internet.

 

Alegrias

Todos os momentos do desafio me deixaram bem alegre e satisfeita, mas dou destaque à criatividade e o interesse das crianças na escolha dos nomes dos restaurantes fictícios e dos cardápios. Além do interesse em estimular os pais para participarem do nosso desafio.

Nem Tudo São Flores

Acredito que os pais que não participavam da receita em casa com as crianças me deixaram um pouco frustrada, já que a criança não teve a experiência para socializar na sala.

Gostaria de ter desenvolvido uma receita do cardápio na escola com eles, mas o tempo não permitiu.

Expectativas

Gostaria de estimular o hábito pela leitura, espero ter conseguido, principalmente aos que ainda não o fazem.

 Fazer os alunos interessar-se pela boa culinária presente em nossa cultura e nas demais, que também percebi que está evoluindo, nas receitas feitas em casa pelos alunos.

Revisão

Como já temos 2 momentos do dia para a leitura estou satisfeita com a relação a isso, eu poderei incluir mais livros que falem sobre a alimentação na nossa caixa de livros para essas leituras. Claro, se houvesse acervo suficiente na escola.